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Archive for November, 2009

MOMENTUM

November 27th, 2009

momentum

quantidade de movimento de um corpo no primeiro instante que se segue à ruptura do equilíbrio

Fabiano Principal

desejo de evasão

November 24th, 2009

luciana_expo

o homem segue a terra | a terra segue o céu | o céu segue o curso | o curso segue a si mesmo (TAO TE CHING - LAO TSÉ)

imagem de Luciana Araújo, vista no Rojo

Fabiano Principal

Errância e visão ecológica do mundo

November 22nd, 2009

auspicious tibetan symbol

A errância de algum modo restaura a unidade do eu e da natureza, do eu e do outro. Reintegra o pequeno si individual ao Si global. Todas as coisas fortalecendo a divindade que está em cada um e em cada coisa. O que se pode chamar de o “divino social”.

É precisamente isso que não se pode esquecer sobre a errância: a inclusão em um conjunto global, seja comunitário ou natural. Qualquer coisa levando a uma concepção orgânica do mundo, e ultrapassando as separações, distinções, cortes sociais ou epistemológicos dos quais o pensamento ocidental tem feito um uso constante. Quebrando o enclausuramento individual, restaurando a mobilidade, a impermanência de todas as coisas, ultrapassando as estabilidades identitárias, sejam profissionais, ideológicas, sexuais, a errância volta a dar vida, reanima, em seu sentido estrito, as vidas pessoal e coletiva, feridas, reprimidas, alienadas em sua concepção racionalista e/ou econômica do mundo, da qual a modernidade tinha feito uma especialidade. A errância em consequencia, restaura uma visão mais flexível, mais natural, mais ecológica da realidade humana.

((( maffesoli )))

silent-ganges-

Fabiano Principal

((( TAZ )))

November 21st, 2009

osh-c03celebration
A famlia nuclear, com suas consequentes “dores edipianas”, parece ter sido uma invenção neolítica, uma resposta à “revolução agrícola” com sua escassez e hierarquia impostas. O modelo paleolítico é mais primário e mais radical: o bando. O típico bando nômade ou semi-nômade de caçadores/coletores é formado por cerca de cinquenta pessoas. Em sociedades tribais mais populosas, a estrutura de bando é mantida por clãs dentro da tribo, ou por confrarias como sociedades secretas ou iniciáticas, sociedades de caça ou de guerra, associações de gênero, as “repúblicas de crianças” e por aí adiante. Se a família nuclear é gerada pela escassez (e resulta em avareza), o bando é gerado pela abundância (e produz prodigalidade). A família é fechada, geneticamente, pela posse masculina sobre as mulheres e crianças, pela totalidade hierárquica da sociedade
agrícola/industrial. Por outro lado, o bando é aberto - não para todos, é claro, mas para um grupo que divide afinidades, os iniciados que juram sobre um laço de amor. O bando não pertence a uma hierarquia maior, ele é parte de um padrão horizontalizado de costumes, parentescos, contratos e alianças, afinidades espirituais etc.

Muitas forças estão trabalhando - de forma invisível - para dissolver a família nuclear e resgatar o bando em nossa própria sociedade da Simulação pós-Espetacular. Rupturas na estrutura do trabalho refletem a “estabilidade” estilhaçada da unidade-lar e da unidade-família. Hoje em dia, o “bando” de alguém inclui amigos, ex-esposos e amantes, pessoas conhecidas em diferentes empregos e encontros, grupos de afinidade, redes de pessoas com interesses específicos, listas de discussão etc. Cada vez mais fica evidente que a família nuclear se torna uma armadilha, um ralo cultural, uma secreta implosão neurótica de átomos rompidos. E a contra-estratégia óbvia emerge de forma espontânea na quase inconsciente redescoberta da possibilidade - mais arcaica e, no entanto, mais pós-industrial - do bando.festival.


Zona Autônoma Temporia - Hakim Bey

Fabiano Principal ,