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Archive for January, 2010

Sharing

January 31st, 2010

Nomads’ lifestyle rely on collective ownership. The unit is the tribe, not the individual. The more heterogeneous the tribe the strongest it is because each members benefits from the talents of the others.

Sharing is not limited to material good or services. Sharing of knowledge and values insures the survival of the tribe’s identity. Communities sharing information, knowledge and goods seem to re-emerge in postmodern societies.

For instance, electronic music producers sample existing beats to produce new sounds. In return their music is re-use and re-mixed, increasing the notoriety of the sound and the collective capital of music producers.

http://www.nomadology.com

Fabiano Principal

Adaptation

January 31st, 2010

Nomads have a fluid identity allowing them to adapt constantly to changing situations. Their identity is strengthened by the changes they go through.

Nomads do not try to dominate their environment. Their strategy is rather one of adaptation. Nomads are not exterior to their environment, they are part of it.

There are however situations to which nomads refuse to adapt. Where their identity and freedom are in danger they are ready to fight.

http://www.nomadology.com/

Fabiano Principal

A Momentary Flow

January 29th, 2010

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A knowmad is what I term a nomadic knowledge worker –that is, a creative, imaginative, and innovative person who can work with almost anybody, anytime, and anywhere. Industrial society is giving way to knowledge and innovation work. Whereas industrialization required people to settle in one place to perform a very specific role or function, the jobs associated with knowledge and information workers have become much less specific in regard to task and place. Moreover, technologies allow for these new paradigm workers to work either at a specific place, virtually, or any blended combination. Knowmads can instantly reconfigure and recontextualize their work environments, and greater mobility is creating new opportunities

visto em http://wildcat2030.tumblr.com/post/359599240/a-knowmad-is-what-i-term-a-nomadic-knowledge por dica de http://twitter.com/renatalemos

Fabiano Principal

Bem-vindo ao novo estilo de vida nômade

January 22nd, 2010

O prezado leitor talvez não o tenha reparado. Que o mundo está mudando profundamente, é óbvio. Mas em quê? Segundo a revista The Economist, estamos voltando a ser nômades.

A chave, aqui, é mobilidade. A maior característica de nossas novas traquitanas eletrônicas é sua portabilidade. Câmeras, iPods, celulares, notebooks, palms. Parte do que faz os novos aparelhos mais portáteis é a crescente miniaturização dos componentes. De nada valeria se a rede não estivesse indo para o ar, sem a necessidade de fios. É um mundo wireless.

Há um motivo que faz nossos locais de trabalho serem como são. Há uma mesa, arquivos, estantes, tomadas várias. Como um mínimo de privacidade traz o silêncio necessário para um tanto de concentração, alguém inventou os cubículos, imortalizados por Scott Adams em sua série de tiras com o personagem Dilbert. Para sermos localizados, é também preciso que estejamos à frente do número telefônico que nos cabe. A revolução industrial nos criou um mundo dividido em cubos nos quais vamos nos ajeitando enquanto produzimos como loucos, enquanto produzimos em série. O tempo do lazer, por sua vez, era aquele em que passávamos fora do escritório. Tudo devidamente compartimentado.

Esses motivos todos, no entanto, estão desaparecendo – e muito rápido. Aquele mundo tão concreto de 1990 em que não havia celulares, computadores portáteis eram coisa de executivos endinheirados e internet só uma meia dúzia de geeks conhecia se foi. A era industrial já acabou. O que falta é definir como funciona o tempo corrente.

O arquivo de dados e o conteúdo dos livros que precisamos consultar está na rede – pode ser uma rede local ou aquela outra, global. Ainda precisamos de tomadas, mas isso não é sempre. Nossas baterias agüentam o tranco por um bom tempo. Nosso número telefônico, evidentemente, está conosco não importa onde estejamos. E uma das características dessas nossas novas ferramentas é que elas servem ao trabalho e ao lazer. O telefone toca música e tira fotos. O computador serve para jogos ou para uma conversa em vídeo com aquela tia que mora em Santa Rita, muito longe – enquanto serve para a planilha, para o relatório.

Fundamentalmente, podemos trabalhar em qualquer lugar. No inverno do Hemisfério Norte, é bom que seja entre quatro paredes. Em dias de chuva, também. Mas num dia agradável de verão, desde que protegidos por uma sombra generosa, nada melhor do que trabalhar ao ar livre. Podemos trabalhar enquanto tomamos um café. E, se às vezes empacamos numa questão, é bom dar um tempo, conversar com um amigo, jogar um jogo ou algo assim, até que o estalo nos venha e possamos retomar o trabalho.

A Economist cita dois ambientes de trabalho cujas arquiteturas prevêem esse novo trabalhador. Um é o Centro Stata do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), desenhado pelo mestre Frank Gehry. Sua fachada têm ângulos inusitados, foge aos cubos. E, lá dentro, todos os ambientes onde convivem professores e estudantes de filosofia e ciência da computação podem ser um lugar de paquera, de estudo, de aula ou a cafeteria. Não há salas com uso específico e todo corredor é um pouco sala também. Os ambientes servem ao propósito que os usuários desejarem no momento.

O outro lugar é o câmpus do Google. Nesse mundo, a empresa não tem conjunto de prédios. Tem câmpus. Além dos ambientes internos à moda do MIT, também há um jardim e quadras de esporte. A rede Wi-Fi é plena até nos ônibus que levam os funcionários das cidades vizinhas à sede.

Até no ônibus o trabalho é possível, pois é. E, no entanto, a vida em família é também constante. A conversa com sua mulher a respeito da escola da filha vai sendo tocada ao longo do dia. O tempo do trabalho, do lazer, dos amigos e da família é o tempo todo. O lugar é também qualquer lugar nessa era em que tornamos a ser nômades.

clipping do Estadão
segunda-feira, 5 de maio de 2008
porPedro Doria
*pedro.doria@grupoestado.com.br

Fabiano Principal

Bem-vindo ao novo estilo de vida nômade

January 22nd, 2010

Clipping do Estadão

Com acesso à tecnologia, cada vez mais pessoas rompem com a rotina casa-emprego e vivem e trabalham de qualquer lugar

porFilipe Pacheco e Lucas Pretti, O Estado de S. Paulo

Até pouco tempo atrás, o café da Pinacoteca do Estado, com vista para o luxuriante Parque da Luz, em São Paulo, era o cenário ideal para passear, beber ou comer algo e descansar entre uma obra de arte e outra. Isso antes de ser ocupado por pessoas como a garota da foto ao lado. Sem ninguém perceber, ela transformou a Cafeteria em escritório, sala, biblioteca, loja de música, faculdade…

Soa estranho, mas a motivação da estudante de arquitetura Rita Wu, de 22 anos, é a mesma de um homem pré-histórico. Como há 6 mil anos, ela carrega ferramentas pessoais (laptop, celular, iPod) para garantir sua sobrevivência em qualquer lugar, sem criar raízes. Pessoas como Rita ganharam terminologia própria: nômades, a vanguarda digital que pode alterar para sempre a vida em sociedade.

Leia também:
Estamos de volta à era dos nômades
Rumo ao nomadismo
A bagagem nômade: laptop, celular e HD
Revolução nômade já altera relações
Link avalia locais ligados à nova tendência
Nômades por um mundo melhor
Mobilidade rompe muro de grandes empresas e já influencia negócios
Conexão com a rede é essencial
A sociedade está pronta para receber a nova tribo?

Blog do Link • Responda a uma pesquisa sobre o estilo de vida nômade

O termo foi cunhado em abril pela revista britânica The Economist, umas das mais respeitadas do mundo. O conceito por trás desse novo nomadismo é o avanço da tecnologia em direção à mobilidade, que permite estarmos em qualquer lugar a partir de qualquer lugar. É justamente como vive Rita Wu.

Ela sai da faculdade e, quando precisa entregar projetos encomendados por escritórios de engenharia, vai ao museu “para se inspirar”. Chega ao jardim, conecta-se à internet sem fio e tem todas as pessoas de que precisa a um clique de distância. Também estão ao alcance seus outros trabalhos e a vastidão da web. Rita trabalha, conversa, estuda. Com o luxo de fazer tudo isso com as pernas literalmente para o ar, ouvindo os passarinhos.

Rita não é a única e muito menos exceção. Ainda não há levantamentos precisos sobre quantos são os novos nômades, mas estatísticas apontam crescimento exponencial de equipamentos móveis. No Brasil, de janeiro a março foram vendidos 644 mil notebooks, índice 165% superior ao do mesmo período de 2007, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

A consultoria de telecomunicações Teleco estima que o País deve terminar 2008 com uma base de 146 milhões de celulares em operação – quase um por pessoa –, 21% a mais do que no ano passado. Os números mostram realmente que a mobilidade é uma tendência irreversível do século 21.

Esta edição do Link apresenta o nomadismo digital e mostra exemplos do novo estilo de vida propiciado pela conectividade full-time. Se quiser fazer parte do clube, também ensinamos a se equipar como um nômade e avaliamos onde se conectar pelas ruas de São Paulo. E, claro, mostramos mais pessoas como Rita.

Fabiano Principal , ,

CIRS - Conferência Internacional sobre Redes Sociais

January 8th, 2010

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Steven Johnson, Clay Shirky e Pierre Lévy são os principais convidados da CIRS, que acontece em Curitiba em março.

O Poder de Organizar sem Organização - Clay Shirky . palestrante internacional com grande projeção no momento. Shirky (Nova York) é escritor (seu último livro, ainda inédito no Brasil, tem como subtítulo o tema da palestra), professor de Efeitos Econômicos e Sociais das Tecnologias da Internet e de New Media na New York University.

Redes sociais e emergência - Steven Johnson . outro palestrante de renome internacional, autor de 6 best-sellers sobre intersecção entre ciências, tecnologia e experiências pessoais. Seus livros têm influenciado desde a forma de campanhas políticas utilizarem a internet até as idéias mais inovadoras de planejamento urbano, passando pela batalha contra o terrorismo do século 21.

O futuro da investigação sobre redes sociais - Pierre Lévy . filósofo, escritor e professor do Departamento de Comunicação na Universidade de Ottawa, Canadá e da Universidade Paris VIII. Lévy estuda o conceito de inteligência coletiva e sociedades baseadas no conhecimento. É um pensador mundialmente reconhecido no campo da cibercultura.

http://escoladeredes.ning.com/forum/topics/cirs-conferencia#

Fabiano Principal

Desemprego Criador

January 8th, 2010

Há cinqüenta anos, nove de cada dez palavras que um homem civilizado ouvia eram-lhe transmitidas como a um indiv íduo. Somente uma em dez lhe chegava como elemento indiferenciado de uma multidão — na sala de aula, na igreja, em reuniões ou espetáculo s. As palavras eram então como cartas seladas, escritas a mão, bem diferentes da escória que hoje contamina nosso correio. Atualmente são poucas as palavras que tentam chamar a atenção de uma pessoa. Com regularidade de relógio, assaltam nossa sensibilidade as imagens, idéias, sentimentos e opiniões empacotadas e entregues através dos meios de comunicação, como artigos padronizados. Duas coisas se tornaram evidentes: 1) O que acontece com o idioma se tornou paradigmático para uma ampla gama de relações entre necessidade e satisfação; 2) Estes são, já, fenômenos univer sa is, e niv elam o professor de Nova Iorque, o membro da comuna chinesa, o estudante de banto e o sargento brasileiro. Neste apêndice a meu ensaio sobre a convivencialidade, pretendo fazer três coisas: a) Descrever o caráter de uma sociedade de mercado-de-bens intensivo, na qual a multiplicidade, especialização e volume das mercadorias destróem o
ambiente propício à criação de valores de uso; b) Insistir no papel oculto que as profissões numa sociedade desse tipo desempenham ao modelar suas necessidades; c) Propor algumas estratégias para romper o poder profissional que perpetua esta dependência do mercado.

Indrodução do livro ‘Direito ao Desemprego Criador’ por Ivan iL Lich. Baixe o PDF do livro completo aqui

Fabiano Principal

superando o turismo

January 3rd, 2010

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Nada nunca realmente toca a vida de um turista. Todo ato do turista é mediado. Qualquer um que já tenha testemunhado uma falange de americanos ou japoneses que encheriam um ônibus avançando sobre alguma ruína ou ritual deve ter notado que até o olhar coletivo deles é mediado pelo meio do olho multi-facetado da câmera, e que a multiplicidade de cämeras, videocâmeras e gravadores forma um complexo de brilhantes
e clicantes escamas em uma armadura de mediação pura. Nada orgânico penetra essa carapaça insetóide que serve tanto como casca protetora quanto como mandíbula predadora, abocanhando imagens, imagens, imagens. No seu extremo essa mediação toma a forma do passeio guiado, em que toda imagem é interpretada por um especialista licenciado, um condutor de almas ou guia dos Mortos, um Virgílio virtual no Inferno da ausência de sentido – um funcionário menor do Discurso Central e sua metafísica da apropriação – um cafetão de êxtases não-corpóreos.

Texto de Hakim Bey

Fabiano Principal

quina

January 2nd, 2010

eu gosto de ‘quinas’. No caso do mané-pelado (versão goiana para o que o cariocas chamam de bolo de aipim), por exemplo, fundamental comer a parte que queimou no cantinho das duas laterais da forma. É na esquina, que estão os melhores butecos (por exemplo a ‘mercearia’, q fica aqui perto de casa). É também na esquina que se pode esbarrar com alguem inadvertidamente, já que no meio da quadra da tempo de sobra pra pessoa desviar e o encontro seria mais para atropelar do que esbarrar (tatica meio desesperada, mas tbem válida). Mas quina boa mesmo é a dita ou escrita pelos gonzos (se virem para achar a definição), como o hakim bay que disse : quem foi que disse que a compreensão era necessria para se usar uma ideia?

Fabiano Principal

Imensidões embutidas e escondidas escapam da fita métrica

January 2nd, 2010

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O “mapa” é uma malha política abstraía, uma proibição gigantesca imposta pela cenoura/cacetete condicionante do Estado “Especializado”, até que para a maioria de nós o mapa se torne o território - não mais a “Ilha da Tartarugas”, mas os “Estados Unidos”. E ainda assim o mapa continua sendo uma abstração, porque não pode cobrir a Terra com a precisão 1:1. Dentro das complexidades fractais da geografia atual, o mapa
pode detectar apenas malhas dimensionais. Imensidões embutidas e escondidas escapam da fita métrica. O mapa não é exato, o mapa não pode ser exato.

Do livro TAZ - HAKIM BEY

Fabiano Principal