O desejo da errância como “sede do infinito”
Os sonhos mais poderosos são os impessoais. O de “escapar por pouco” é um deles, que invoca o surrealismo do real, quer dizer, essa estranha capacidade de inventar um presente eterno.
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O nomadismo é totalmente antiético com relação à forma de Estado moderna. Este preocupa constantemente em suprimir o que considera a sobrevivência de um modo de vida arcaico. Fixar significa a possibilidade de dominar. Isso já é uma boa ilustração da “fantasia de uno”, que é a característica da violência totalitária moderna.
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A imobilização de uma função profissional, ideológica, afetiva —, longe de ser a marca de uma superioridade, de um progresso social ou individual, pode ser o sintoma de um fechamento, e portanto em um certo prazo, tem um efeito mortífero.
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O ideal do poder é a imobilidade absoluta, da qual a morte é, com toda a segurança, o exemplo acabado.
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pouco importa, de resto, os que representam seus vetores: hippies, vagabundos, poetas, jovens sem ponto de referencia, ou mesmo turistas surpreendidos nos circuitos de férias programados. O certo é que a “circulação” recomeça.
Que não haja equívoco, isso de modo algum é consciente ..
O “não-pertencimento a um lugar” é a própria condição de uma possível realização de si na plenitude de todo.
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A errância, seria a expressão de uma outra relação com o outro e com o mundo, menos ofensiva, mais carinhosa, um tanto lúdica, e seguramente trágica, repousando sobre a intuição da impermanência das coisas, dos seres e de seus relacionamentos..
Citas (panfletárias como gosto) do livro Sobre o nomadismo – vagabundagens pós-modernas. (Michel Maffesoli – Ed. Record)
Ah! tá curtindo o Maffesoli, né?
Depois me conta do gorila também!